segunda-feira, 16 de abril de 2012

Conclusão/ Reflexão final


Na escola EB1/JI Nº7 de Odivelas é prática corrente a articulação e planificação de atividades entre as docentes. A biblioteca escolar funciona como um veículo para o desenrolar de todas as atividades e projetos, havendo uma grande partilha de saberes e práticas pedagógicas.
Assim sendo, este portefólio só fez sentido por ser elaborado em conjunto, refletindo a realidade das nossas práticas pedagógicas. Esta sequência didática, implementadas a todas as turmas, tinha como objetivo abordar competências de várias áreas curriculares. Mas dando especial enfase ao desenvolvimento de conceitos acerca dos Ecossistemas Marinhos e aplicação do método científico.
Findas todas as tarefas, concluímos que estas foram realizadas e assimiladas com pleno sucesso. Os alunos apreenderam os conceitos abordados, foram muito recetivos e dinâmicos no desenrolar das atividades e estão mais disponíveis para a observação crítica do que os rodeia.

Reflexão Vera Monteiro

“… os objetivos de aprendizagem podem ser planeados em termos de: processos e literacias da informação; domínio da informação mediada tecnologicamente e em rede; leitura; domínio de conteúdos; desenvolvimento de opiniões, argumentos e perspetivas pessoais; estratégias de aprendizagem independentes; mudança de atitudes e valores, ganhos ao nível da auto perceção; e a capacidade individual de ação.”
In “Dossier Bibliotecas Escolares - Aprendizagem na escola da era da informação”

Diariamente o meu trabalho como professora bibliotecária é o de difundir, dinamizar e organizar tarefas e recursos de forma a promover nos alunos o “bichinho” do conhecimento. 
Este projeto que envolve toda a escola na busca de saberes e experiências, insere-se no domínio das literacias e pretende desenvolver nos alunos competências que lhes permitam aceder e produzir, de forma crítica, informação em diferentes formatos e suportes. Centrado numa articulação entre a biblioteca escolar e os docentes, promove competências científicas e de informação nos alunos dos diferentes níveis de ensino. 
Há um constante trabalho conjunto de planificação e de colaboração estreita entre professores titulares de turma e a professora bibliotecária,  que permite realçar o papel dos alunos no processo de ensino aprendizagem, associar objetivos disciplinares e informacionais, criar e desenvolver a autonomia dos alunos.

No desenrolar deste projeto da BE, senti algumas dificuldades gritantes na área das ciências experimentais. Por isso, assim que surgiu a oportunidade de frequentar esta formação no âmbito dos ecossistemas marinhos não hesitei! 
Acredito que a biblioteca não é apenas um espaço fechado onde os livros estão catalogados, indexados e registados! Mas sim um ateliê, um expositor, um laboratório, uma sala de aula ou um qualquer outro espaço onde se “constroem” saberes. Por isso, abracei a temática da formação para desenvolver, com crianças desde a pré – escolar ao 4º ano de escolaridade, aprendizagens científicas, onde são os alunos que observam, formulam e experimentam.
Posso por isso dizer que a minha prática pedagógica mudou significativamente, até porque até então não desenvolvia (no espaço da BE) atividades de ciências experimentais. Atividades essas que foram perfeitamente encaixadas em articulação com as restantes áreas curriculares, a partir da exploração da obra “Os Amigos da Menina do Mar”, e que me deram vontade para desenvolver sequências didáticas semelhantes.
Adquiri novos conceitos, reaprendi a utilizar o método científico, mas mais importante ainda, motivei-me para integrar os saberes adquiridos nos projetos futuros.  
De realçar ainda que aquando da execução das atividades, os alunos mostraram-se bastante motivados e empenhados na descoberta e assimilação de conhecimentos sobre ecossistemas marinhos. Tendo como resultado uma belíssima exposição de trabalhos na escola.
Vera Monteiro
abril de 2012

Reflexão Ana Nélia Caeiro


… as crianças possuem um conjunto de experiências e saberes que foram acumulando ao longo da sua vida... Cabe à escola valorizar, reforçar, ampliar e iniciar a sistematização dessas experiências e saberes, de modo a permitir, aos alunos, a realização de aprendizagens posteriores…”
In,”Organização Curricular e Programas- 1º Ciclo Ensino Básico” 

Neste sentido e, ao questionar-me, sobre os motivos que me levaram a frequentar a formação não sinto qualquer dificuldade em identificá-los. Foram eles:
- desenvolver e aprofundar o conhecimento científico ao nível dos ecossistemas marinhos, tornando-me mais capaz no exercício do ensino das ciências;
- não me sentir “parada no tempo” pois na condição de docente, sinto que é meu dever estar constantemente atualizada tanto ao nível dos conhecimentos do currículo bem como a nível científico, didático e/ou experimental  e, desta forma, contribuir para o sucesso escolar dos alunos;
- e por último, adquirir e vivenciar novas experiências que possam servir e/ou ser um recurso útil na minha prática pedagógica.
Agora que chegamos ao fim … posso afirmar que a participação na formação e na realização deste projeto foi para mim uma mais-valia pois permitiu-me adquirir e aprofundar conhecimentos relacionados com os Ecossistemas recorrendo à observação direta, bem como, à experimentação, factores que os tornaram muito mais interessantes.
Outro aspeto que considero ser pertinente salientar foi o facto de poder desenvolver e trabalhar algumas propostas de atividades com os alunos em sala de aula, de forma, lúdica e transversal, atravessando assim as várias áreas do conhecimento. No decorrer das atividades os alunos mostraram-se, sempre, muito disponíveis, curiosos e interessados.

Ana Nélia Caeiro
abril 2012

Reflexão Ana Candeias


A nossa necessidade de aprender coisas novas e de atualizar conhecimentos é constante, por isso as formações são enriquecedoras para o professor e consequentemente para os seus alunos.
A principal razão que me levou a inscrever na formação foi pelo facto de querer melhorar constantemente o meu método de ensino. Esperava, com esta formação conseguir adquirir novos conhecimentos para os colocar em prática com os meus alunos tentando proporcionar-lhes novas experiências, e mostrar-lhes como o ecossistema marítimo é fascinante e muito divertido de se aprender, ao longo do percurso escolar e no nosso dia-a-dia.
Ao longo desta formação, tive oportunidade de elaborar algumas propostas de atividades e desenvolvê-las na sala de aula com os meus alunos, resultado das orientações e da partilha de saberes vividas nas sessões.
A meu ver, essa tentativa foi conseguida. O trabalho desenvolvido na sala de aula, foi diferente, motivante, estimulando nas crianças a curiosidade e o gosto pela Ciência.
Creio que este entusiasmo e empenho foi passado a todos nós, alunos e professores formandos, por ser um tema, até aqui pouco abordado por me sentir pouco à vontade 
        Esta formação fez com que os conteúdos abordados nas sessões, as ideias apresentadas pela formadora e o espaço de partilha entre colegas fossem pertinentes e enriquecedores.
Tentei transmitir, à turma, e incutir um espírito mais aberto, dinâmico e recetivo, mostrando-lhes novos caminhos e possibilidades de desenvolvimento a vários níveis, nesta área do saber.
        A formação alargou-me, não só a visão da forma de trabalhar esta área do saber, mas também contribuiu para o aumento da literacia científica, através das oportunidades de trabalho conjunto entre investigadores e professores / educadores.
Os alunos gostaram muito das atividades que realizaram, no âmbito da formação e, estiveram sempre muito entusiasmados. A vinda da formadora Raquel Gaspar foi uma mais valia.
As aprendizagens e aquisições dos alunos foram enriquecidas com a minha participação nesta formação. 

Ana Sofia Candeias
abril de 2012


Reflexão Carla Antunes


Esta formação veio dar resposta às necessidades pessoais manifestadas, relativamente ao desenvolvimento de competências que permitissem o estudo de ecossistemas marinhos e que estimulassem nos meus alunos, o gosto pela ciência, em particular pela observação e experimentação. O projeto formativo em causa, possibilitou-me a aquisição de capacidades e competências em várias áreas, nomeadamente, em Estudo do Meio (Biologia Marinha), Língua Portuguesa (Exploração do conto “ Os amigos da Menina do Mar”) e Educação Artística (Planeamento e construção de modelos de seres vivos).
Analisando a minha participação nesta ação de formação, posso afirmar que resultou, para mim, uma mais-valia de conhecimentos na:
- observação e manuseamento de seres vivos;
- identificação das características biológicas dos seres vivos;
- relação entre o habitat e o modo de vida, com a forma do corpo e função das estruturas dos seres vivos;
- implementação de atividades multidisciplinares (leitura do conto “Os amigos dos Meninos do Mar” e atividades de expressão plástica).
Como apreciação global da ação:
- Considerei pertinentes e adequadamente tratados, tanto os temas como as metodologias e os conteúdos abordados;
- O espaço de partilha entre colegas foi enriquecedor, apesar de por vezes, desadequado ao nível de aprendizagem dos meus alunos;
- As aprendizagens dos alunos foram enriquecidas com a minha participação nesta formação;
- Aspeto que considero menos positivo, foi a ausência de documentação de apoio entregue aos formandos.
Como conclusão, considero que a ação foi bem-sucedida. Desenvolveu-se num ambiente em que houve equilíbrio entre a componente prática e teórica e em que se promoveu o debate e a troca de experiências e saberes.
Carla Antunes


Reflexão Ana Sousa




É fundamental a qualquer professor estar constantemente a atualizar-se em diversas áreas do conhecimento, de maneira a conseguir trazer para as suas aulas novos saberes ou até novas formas de abordar um conteúdo já conhecido. Como tal, resolvi inscrever-me nesta ação de formação depois de uma colega me ter falado nela e tendo em conta que se tratava de uma tema sobre o qual tinha pouco conhecimento e que achei ser estimulante para os meus alunos.

Esta formação permitiu-me adquirir a título pessoal uma série de novos conhecimentos sobre a imensidão dos ecossistemas marinhos, serviu também para desenvolver e aplicar uma série de tarefas com a minha turma sobre este tema: começando pela noção das crianças do que é o mar, um peixe, uma alga, um molusco…., debates sobre como seria a vida no mar, onde viveriam os seus habitantes, de que se alimentariam etc… Estes temas permitiram apelar bastante à imaginação das crianças e em seguida fazê-los comparar as suas ideias com a realidade.

As tarefas definidas pelo grupo de colegas da minha escola a trabalhar com base na obra “Os amigos da Menina do mar” foi também mais uma forma de introduzir este tema no dia-a-dia das crianças levando-os a pensar neste assunto de uma forma mais divertida e ao mesmo tempo desenvolvendo neles um sentido de dever cuidar do meio ambiente e dos seus habitantes. Todas as tarefas foram muito bem recebidas por toda a turma e conseguiram surtir o efeito desejado de os levar a conhecer o mundo dos ecossistemas marinhos e de pensar nele como um meio a conhecer, proteger e a preservar.

Ana Sousa

abril 2012

Reflexão Linda Inocêncio


Um professor que visa proporcionar uma aprendizagem de qualidade aos seus alunos, deve, obrigatoriamente, tomar atenção às suas próprias fragilidades.
Ora, quando assim o é, o professor toma noção do que deve melhorar como profissional e como pessoa.
O conhecimento científico não se adquire simplesmente pela vivência de situações quotidianas dos alunos. Há a necessidade de uma intervenção planeada do professor, a quem cabe a responsabilidade de sistematizar o conhecimento, de acordo com o nível etário dos alunos e dos contextos escolares. Como docente, apercebi-me de que uma das minhas fragilidades era a forma como encarava, durante a minha prática pedagógica, o papel do método científico no currículo do ensino básico. Papel este, limitado ao manual utilizado em contexto de sala de aula.
Desta forma, senti o interesse de aprender e aprofundar mais sobre temáticas diferentes daquelas que surgem nos manuais escolares de estudo do meio. Queria dinamizar a integração de saberes. Queria abranger conteúdos de várias áreas que não só os dos Estudo de Meio. Queria mais do que desenvolver atividades experimentais em contexto de sala de aula com os alunos. Queria aprender a relacionar conceitos com a prática, saber despertar nos alunos a atitude de observar o meio envolvente, partir do conhecido e aprender o desconhecido, fazendo saídas de campo, planeando roteiros de observação, entre outras formas.
Quando, em conversa com as restantes professoras de escola, ouvi falar em frequentar uma ação de formação sobre os Ecossistemas Marinhos, pensei imediatamente que seria uma excelente oportunidade de aprender algo diferente e ia de encontro às necessidades anteriormente referidas. Decidi inscrever-me e hoje sinto que beneficiei imenso com a mesma.
Durante a sua frequência, trabalhei em parceria com as outras professoras da escola, no sentido de desenvolver um projeto comum: este portefólio. Com a cooperação de todas, abri os olhos para imensas aprendizagens que podemos adquirir numa simples ida a uma praia ou a um mercado, algo conhecido ou quotidiano para os alunos, e perceber que estas duas dimensões oferecem-nos um mundo de saberes, algo desconhecido para os mesmos; aprendi a observar um peixe de outra forma, a observar uma concha, um búzio, uma estrela-do-mar ou uma alga com um olhar científico e curioso…Aprendi a observar com olhos de ver!
Hoje, partilho esta atitude com os meus alunos, despertando-lhes o olhar curioso sobre tudo o que lhes rodeia. Ao contrário do que sabiam, antes de todo o trabalho desenvolvido nos últimos meses, agora sabem desenhar peixes diferentes, sabem que os peixes são todos diferentes, têm deslocações diferentes. Sabem hoje, por exemplo, que o caranguejo usa uma carapaça e que tal como a unha do Homem, está sempre a crescer e quando chega ao seu limite, a carapaça sai e é substituída por outra. Sabem, também, o significado de alguns conceitos científicos como fusiforme, achatado…
Hoje, aos olhos dos meus alunos, o peixe não é só um animal que surge no livro de estudo do meio que exemplifica um animal que tem o corpo coberto de escamas, tem barbatanas e respira por guelras. O peixe é muito mais do que isto!
Acima de tudo, hoje veem o peixe e tudo o que existe no mar, como uma fonte de seres vivos diferentes!
A partir daqui, espero continuar a desenvolver este espírito curioso nos meus alunos para trabalhar outros temas e aprender muito mais do que está no manual.

Reflexão Ana Cristina

Partilho de seguida a minha reflexão sobre a acção de formação: “Ecossistemas Marinhos – A Ciência no Ensino Básico e Pré-Escolar”, ministrado pela formadora Raquel Gaspar.
Em primeiro lugar quero dizer que me inscrevi para esta acção de formação pela necessidade de ter que cumprir algumas horas de avaliação para este biénio. Depois, porque considero que aquilo que nos move (a nós professores) para realizar acções de formação, para além do factor que evoquei anteriormente, é a expectativa de que esta venha a contribuir positivamente para as nossas práticas pedagógicas e também pela possibilidade de constituir um espaço de partilhas e de experiências. Acontece que tais expectativas saem quase sempre frustradas, já que, a maioria das acções que frequentamos mais não são do que um debitar de informação teórica, que carece de operacionalização e da qual todos nós já estamos fartos.
Devo dizer que após a minha inscrição pensei seriamente nas horas a fio que teria de passar a frequentar esta acção de formação, realizada em período pós laboral, logo num horário que deveria estar a dedicar à família e pus em causa se esta viria a ser igual a tantas outras, com as quais nada aprendi.
Depois a questão do tema! 
Ecossistemas Marinhos…
Tema, esse, em que eu não me sentia nada à vontade. Não tinha noção de muitos conceitos que foram abordados, ou seja, fui completamente à descoberta.
Agora, momento no qual reflicto sobre a minha participação nesta acção, tenho a humildade de assumir que muitos dos conceitos e experiências aqui debatidas se revelaram desafios e questões
novas para mim.
Esta formação veio de alguma forma alimentar o meu humilde conhecimento na área das ciências numa visão educativa e formativa como espaço de transformação e inovação.
Representa, neste momento, uma linha de orientação, que contribuiu e irá contribuir para uma melhor análise, avaliação, coordenação e orientação das minhas práticas letivas.
Em jeito de conclusão, considero que os objectivos inicialmente previstos foram atingidos ao longo desta formação graças à larga experiência da formadora, que soube da forma mais sábia e eloquente motivar-nos para esta temática e colocar-nos a partilhar experiências e opiniões. Os momentos de reflexão, debate e troca de experiências foram, por isso, uma constante e, no entanto, souberam a pouco…

Ana Cristina Fernandes,
abril 2012

Reflexão Sandra Dias

Venho aqui deixar a minha reflexão acerca da ação "Ecossistemas Marinhos", ministrada pela formadora Raquel Gaspar.
A Razão pela qual me inscrevi nesta ação deve-se ao fato de ser de extrema importância a frequência em ações para a nossa avaliação. Mas tento que o tempo dispendido seja motivo de aprendizagem aliado às necessidades da turma que leciono.
Com a frequência nesta formação e aquisição de novos conhecimentos, sinto um maior à vontade para abordar o tema mencionado com os meus alunos e poder aclarar as suas dúvidas.
O trabalho de parceria da maioria dos professores da escola e da professora bibliotecária, que é hábito na nossa prática quotidiana, consistiu em definir uma sequência de atividades para abordar a temática dos ecossistemas Marinhos, sendo que a articulação das várias áreas curriculares era ponto obrigatório.
O mote para ponto de partida foi a antecipação da história "Os amigos da menina do mar".
Os alunos corresponderam com entusiasmo, curiosidade e vontade em saber mais sobre os animais marinhos e o mar.
O estimular e fomentar o gosto/interesse sobre algo com que estejam diretamente ligados é sempre motivo de resposta positiva e de sucesso no trabalho proposto/realizado.
De casa, também surgiram questões muito pertinentes, o que é sinónimo de acompanhamento e apoio, por parte dos Enc. de educação, ao que é feito na escola.
Os primeiros anos, também tiveram oportunidade de visitar o Oceanário de Lisboa, onde verificaram in loco o que tinham aprendido em contexto de sala de aula, e assim tornar a visita de estudo mais interessante e proveitosa.
Após a conclusão da sequência , o culminar com a vinda da autora à escola e terem a possibilidade de conhecerem quem escreveu o livro que lhes está tão próximo, que trabalharam com tanto afinco, foi de fato muito importante.
Pena temos, que a visita ao oceanário tenha sido em simultâneo com a vinda da autora à escola. Por isso sentimo-nos um pouco frustrados de não podermos desfrutar em pleno desta tarefa.
Aprender com base no método cientifico e experimental, é mais estimulante e "produ"z melhor aprendizagem.
Em geito de conclusão posso afirmar que os meus alunos agradecem o ter frequentado esta formação, pelo trabalho que realizaram. Eu, pessoalmente, sinto que esta temática contribuiu para enriquecer o meu conhecimento, mas também despertou curiosodade por saber mais e dedicar mais atenção ao que me rodeia.
Sandra Dias

Reflexão Alzira Vicente


A importância da ciência de base experimental nos primeiros anos de escolaridade nem sempre foi valorizada nas atividades curriculares, e eu como professora sinto também, na minha formação inicial, uma grande lacuna nesta área.
Esta foi uma das razões que me levaram a inscrever na Ação de Formação; outra razão foi o tema “Ecossistemas Marinhos” que achei ser um tema que facilmente prenderia o interesse dos alunos, mas onde eu me sentia pouco à vontade para o abordar; e por fim foi o facto de na escola trabalharmos em equipa e esta ação ser do interesse de todo o grupo.

Agora que a ação terminou posso concluir que valeu a pena o esforço despendido, esforço esse que na verdade quase não se sentiu dada o interesse dos temas abordados e a maneira descontraída como foram apresentados e partilhados por todos.

O que mais valorizei nesta ação foi o facto de ter sido uma ação muito virada para a prática e tudo o que observei, manuseei, pode ser levado para a sala de aula e ser trabalhado com os alunos, além de que a partilha  de experiências com as colegas de outras escolas e outros graus de ensino foi muito enriquecedora.

As experiências realizadas são simples, não requerem esses materiais muito sofisticados e caros (que a escola muito dificilmente poderia adquirir) e podem ser facilmente realizadas na sala de aula.

As visitas realizadas ao mercado e à praia mostraram como poderá ser organizada uma visita de estudo - o que procurar e o que observar nessas saídas - e deixou-me mais à vontade para realizar uma visita com os meus alunos, num próximo ano, uma vez que ainda são muito pequenos e eu irei continuar com a turma.

Neste ano trabalhei, em colaboração com a professora bibliotecária ( prof .Vera) o livro “Os amigos da Menina do Mar” e esta história serviu de motivação para todo um conjunto de trabalhos. Desenharam peixes, aprenderam a conhecê-los - alguns nomes , as caraterísticas físicas, o sítio onde vivem… - fizeram pesquisas na biblioteca e em casa com a ajuda dos pais. Elaboram o projeto da construção de um peixe com materiais reciclados, construíram alguns peixes.

As palavras peixe, mar e tudo o que lhe está associado entraram no vocabulário destes alunos e criou neles a vontade de descobrir e registar mais sobre o tema.
Serviu de motivação em atividades no âmbito da Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio e Expressões.

E principalmente ficou a vontade de no próximo ano poder agarrar  nos conhecimentos  já adquiridos e dar continuidade ao tema, uma vez que há atividades que no 2º ano de escolaridade - e seguintes - poderão ser mais desenvolvidos.

                                                                                                              Alzira Vicente

quinta-feira, 29 de março de 2012

PPT / Jogo: Vamos descobrir o mar?

Agora que todos conhecem a história dos "Amigos da Menina do Mar" vamos explorar a vida marinha! Para isso, criámos um Powerpoint onde discutimos com os alunos questões importantes para esta sequência didática: - Porque são os peixes diferentes? - Onde podem viver os peixes? - Como pode ser o corpo do peixe? Adquiridos os conceitos, todos nos divertimos com o jogo "Adivinha o Peixe".

Saída de Campo | Poças de Maré | Praia das Avencas




Na nossa 2ª saida de campo visitámos as poças de maré na Praia das Avencas. O objetivo era conhecer a vida marinha à beira-mar.

Numa manhã muito soalheira e num local muito agradável, foi possível observar e tocar em muitos organismos marinhos. No final desta sessão prática, ficámos a compreender a distribuição e as adaptações dos organismos marinhos que vivem na zona entre marés.

Após a sessão prática, fomos ouvir e observar conceitos e características sobre os organismos marinhos recolhidos no laboratório do centro de interpretações de S. João Estoril.

terça-feira, 27 de março de 2012

Pesquisa e elaboração do peixe

No âmbito da formação, foi proposto aos alunos a construção de peixes recorrendo a materiais de desperdício.
Para a realização desta tarefa, os alunos foram divididos em grupos e, cada um selecionou uma espécie diferente. Após esta escolha, partiram para a pesquisa. Recorreram a enciclopédias, livros e internet.
Através da informação que recolheram, realizaram um projeto que incluía: nome e forma do peixe, tipo de barbatanas, principais características e materiais a utilizar na sua construção a 3D. Após a conclusão do projeto partiram para a construção do peixe.

Pesquisa para realização do projeto
O polvo

O caranguejo

O peixe


Projeto e trabalho de uma manta

Projeto e trabalho do peixe palhaço
A piranha


As características dos habitantes do mar


Após ouvirem a história dos " Amigos da Menina do Mar" os alunos desenharam três amigos marinhos - Polvo, Peixe e Caranguejo -  e identificaram algumas das suas características numa tabela como se segue.

O objetivo desta atividade foi perceber quais os conhecimentos prévios dos alunos em relação a algumas espécies marinhas para assim, prepararmos as ações seguintes. Foi o nosso ponto de partida!
Foi interessante olhar para estes trabalhos e perceber que a maior parte dos alunos tinha um conhecimento satisfatório sobre os peixes. Após todas as atividades realizadas neste âmbito, concluimos, e é visível nos trabalhos realizados posteriormente a este, que os alunos adquiriram conhecimentos mais concretos e alargados  e uma linguagem mais científica sobre as características de algumas espécies marinhas.

Para além desta ficha de trabalho, algumas turmas partiram das informações da tabela e construiram um texto informativo, tal como é apresentado.

O que sabe esta menina sobre estes animais?

Ficha informativa sobre os conhecimentos dos alunos sobre os habitantes do mar

Um texto informativo criado a partir das novas aprendizagens


Compreensão do oral

Após a Hora do Conto realizá-mos um pequeno exercício de compreensão do oral, onde os alunos teriam de assinalar a resposta correta.

Compreensão texto
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Hora do Conto

Os nossos alunos andam atarefadíssimos na descoberta de animais e ecossistemas marinhos!
A leitura dinâmica da obra "Os Amigos da Menina do Mar",
no cantinho da Hora do Conto na biblioteca escolar,
leva alunos e professores a querer saber mais sobre as maravilhas do mar!
E vocês já conhecem esta história?
Os alunos identificam semelhanças entre a capa do livro e as capas por eles criadas

Camuflagem do polvo
Descobrir o que come o cavalo marinho


Visita da Escritora e Exposição


No dia 14 de março, a nossa escola engalanou-se com peixes, peixinhos e outros animais marinhos para receber a autora do livro "Os amigos da Menina do Mar", Raquel Gaspar.
Todas as atividades desenvolvidas, no âmbito dos ecossistemas marinhos, culminaram com a dinamização de experiências e apresentação da história pela voz e corpo da Raquel.
Os alunos experimentaram a camuflagem do polvo,  viram um caracol andar numa faca, observaram o estado da água do mar após a fuga polvo ao seu predador... enfim, foi um dia em cheio!
Para além destas atividades realizadas na BE com a autora, está patente, até 18 de abril no átrio principal da escola, uma exposição dos trabalhos elaborados por alunos, docentes e encarregados de educação no âmbito da exploração da obra "Os amigos da Menina do Mar".








Leitura e escrita global/ Consciência fonética

A história "Os amigos da Menina do Mar" serviu de motivação para as turmas do 1º ano trabalharem a língua portuguesa. Foram apresentadas fichas de trabalho para desenvolvimento da consciência fonética, da leitura e escrita global.

Peixes em Plasticina




Antes mesmo da  Hora do Conto e de qualquer exploração do tema, pedimos aos  alunos do 1º ano que enumerassem os peixes que conheciam.
Constatámos que a grande maioria conhece sobretudo o peixe palhaço, o tubarão e os "douradinhos". E a partir daqui começámos a traçar estratégias para levar as crianças a formarem conhecimentos sobre peixes!
Como registo desta atividade, sobretudo oral as salas do 1º ano elaboraram, em plasticina, os vários peixes que conheciam.



 















Saída de Campo - Mercado de Alvalade



A primeira saída de campo de fizemos no decorrer desta formação, aconteceu no mercado de Alvalade onde tivemos oportunidade de observar, in loco, diferentes espécies de peixes.
Durante a visita, as formadoras foram-nos chamando a atenção para as caraterísticas e diferenças físicas dos peixes (adaptados ao seu habitat); também tivemos a oportunidade de conversar com as peixeiras sobre algumas das características elementares dos peixes.
Esta ida ao mercado foi, para nós, o início de uma nova série de aprendizagens sobre ecossistemas marinhos, sobretudo dos peixes.
Após a visita ao mercado, reunimos no Pavilhão do conhecimento para observar, desenhar e dissecar alguns dos peixes comprados no mercado.

Desenho de observação da Sarda

Desenho de observação da Dourada



Antecipação da história

Antes de explorarmos a obra "Os amigos da Menina do Mar"resolvemos espevitar a imaginação dos nossos alunos, mostrando-lhes um pequeno pedacinho da capa do livro, a partir da qual teriam de tentar imaginar qual seria a imagem da capa, as personagens da história, o local da ação, o enredo e o final da história.

Capa do livro escondida para espevitar a imaginação dos alunos...
Ouvindo as instruções para "dar barbatanas à imaginação"!
O João imaginou uma história com polvos e caranguejos

A Francisca acha que a história é sobre um polvo, mas e as outras personagens?

O Martim imaginou uma história bem no fundo do mar, por isso desenhou a diferentes "camadas" de água!

Esta aluna achou que esta história se passava na Selva!

Para a Camila esta história era sobre um "Oceano Amarelo"

Amar o mar , belissima ideia.

Uma árvore no meio do mar ??
Pintando a ilustração!