“… os objetivos de aprendizagem podem ser planeados em termos de: processos e literacias da informação; domínio da informação mediada tecnologicamente e em rede; leitura; domínio de conteúdos; desenvolvimento de opiniões, argumentos e perspetivas pessoais; estratégias de aprendizagem independentes; mudança de atitudes e valores, ganhos ao nível da auto perceção; e a capacidade individual de ação.”
In “Dossier Bibliotecas Escolares - Aprendizagem na escola da era da informação”
Diariamente o meu trabalho como professora bibliotecária é o de difundir, dinamizar e organizar tarefas e recursos de forma a promover nos alunos o “bichinho” do conhecimento.
Este projeto que envolve toda a escola na busca de saberes e experiências, insere-se no domínio das literacias e pretende desenvolver nos alunos competências que lhes permitam aceder e produzir, de forma crítica, informação em diferentes formatos e suportes. Centrado numa articulação entre a biblioteca escolar e os docentes, promove competências científicas e de informação nos alunos dos diferentes níveis de ensino.
Há um constante trabalho conjunto de planificação e de colaboração estreita entre professores titulares de turma e a professora bibliotecária, que permite realçar o papel dos alunos no processo de ensino aprendizagem, associar objetivos disciplinares e informacionais, criar e desenvolver a autonomia dos alunos.
No desenrolar deste projeto da BE, senti algumas dificuldades gritantes na área das ciências experimentais. Por isso, assim que surgiu a oportunidade de frequentar esta formação no âmbito dos ecossistemas marinhos não hesitei!
Acredito que a biblioteca não é apenas um espaço fechado onde os livros estão catalogados, indexados e registados! Mas sim um ateliê, um expositor, um laboratório, uma sala de aula ou um qualquer outro espaço onde se “constroem” saberes. Por isso, abracei a temática da formação para desenvolver, com crianças desde a pré – escolar ao 4º ano de escolaridade, aprendizagens científicas, onde são os alunos que observam, formulam e experimentam.
Posso por isso dizer que a minha prática pedagógica mudou significativamente, até porque até então não desenvolvia (no espaço da BE) atividades de ciências experimentais. Atividades essas que foram perfeitamente encaixadas em articulação com as restantes áreas curriculares, a partir da exploração da obra “Os Amigos da Menina do Mar”, e que me deram vontade para desenvolver sequências didáticas semelhantes.
Adquiri novos conceitos, reaprendi a utilizar o método científico, mas mais importante ainda, motivei-me para integrar os saberes adquiridos nos projetos futuros.
De realçar ainda que aquando da execução das atividades, os alunos mostraram-se bastante motivados e empenhados na descoberta e assimilação de conhecimentos sobre ecossistemas marinhos. Tendo como resultado uma belíssima exposição de trabalhos na escola.
Vera Monteiro
abril de 2012
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